14 de setembro de 2010

Redemption Song

"Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our minds"

 
Adoro música. Sou do tipo de pessoa cuja vida é contada nas letras das músicas. Com direito à trilha sonora e tudo mais. Desde pequenininha ouvia os Long Plays dos meus irmãos. Achava o máximo colocar a agulhinha naquele bolachão preto e ouvir o som que saía dele... muito diferente dos MP3s e Apods atuais...
Conforme eu ia crescendo, absorvia tudo o que chegava nas minhas mãos e ouvidos. Com isso, desenvolvi a mania de ouvir de tudo... claro que, com o tempo, meu gosto foi se apurando, mas ainda hoje continua bastante eclético.


Dia desses, fuçando em alguns velhos arquivos, encontrei um artigo que escrevi sobre Bob Marley... engraçado, pois tinha acabado de voltar de viagem e no DVD do carro vim assistindo (no banco do passageiro!!) ao show feito em sua homenagem. Esse tributo é um dos álbuns que mais gosto e nunca me canso de assistir e ouvir as músicas que são, antes de tudo, hinos de liberdade e de louvor a Jah. Resolvi dividir o texto com vocês. Aí vai:



Rastaman live!
O uso de palavras de ordem e uma força espiritual incrível fizeram de um menino negro, criado em meio à miséria de Trench Town, na capital da Jamaica, um dos maiores mitos da história da música, capaz de transformar toda uma nação e chamar a atenção do mundo para as questões políticas, raciais e religiosas de seu povo. Sua principal arma? A música. O último dia 11 de maio foi marcado pelos 29 anos da morte de Robert Nesta Marley, o legendário Bob Marley. A passagem dessa data foi um motivo para que eu dedicasse minha coluna ao Rei do Reggae. Mas não foi o único. Todos os momentos de sua vida ensejam uma reflexão. Seu legado vai além do som cadenciado do Ska estilizado que ele ajudou a criar e das letras de suas músicas, tão profundas e atuais. Seu posicionamento político, sua fé inabalável nas palavras de Jah e sua vontade de mudar o status quo, em busca de liberdade, é o que mais atrai em toda a sua obra. Fora o preconceito ainda existente por causa de seus longos dreadlocks e o uso da maconha, que ele acreditava ser um canal de comunicação entre as pessoas e Jah, o legado de Marley é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores da música mundial. Ele transcendeu a imagem do “popstar”, do artista comercial ou puramente político. Seu espírito revolucionário, o qual muitas vezes fez temer os “poderosos”, era movido por sua fé e não pela ideia da tomada de poder. Seu estilo musical, único e inovador, nasceu da mistura de elementos do gospel, do blues, da música latina, do rock e tantos outros sons presentes no seu dia-dia. No entanto, mais do que a batida do reggae, foram suas ações e seu posicionamento crítico e consciente diante de seu papel no mundo que o elevaram à condição de mito. Hoje, vinte e nove anos depois de sua morte, suas músicas ainda ecoam na alma das pessoas. “Faz a cabeça” de jovens revolucionários e marcam a vida daqueles que buscam a transformação de si e do mundo. Não pela força, mas pela paz e união de todos os povos. Positive Vibration, Rastaman!

Um comentário:

Angélica Cirne disse...

Oi Rô, como estás? Investindo na fotografia ainda? Bem, eu estou fazendo curos de fotógrafo do Senac e comprei uma Nikon pra mim.
Manda notícias.