Acabei de ler o livro do Ricardo Kotcho, Do Golpe ao Planalto, e cheguei a conclusão de que "chefe" é tudo igual. Eles nos contratam para prestar assessoria, mas na verdade só querem alguém que lhes diga o quanto eles são geniais e suas ideias sensacionais. Claro, se fosse para receber críticas, eles consultariam seus concorrentes... leriam os jornais... depois reclamam que são cercados por baba-ovos...
Quando li as experiências de Kotcho como assessor de Lula e do PT me senti mais feliz: eu não estava sozinha no mundo 'dos que sabem tudo e não precisam de nada além deles mesmos'. Saias-justas e micos memoráveis fazem parte da profissão, em qualquer nível de Poder. Afinal, assessor existe mesmo é para levar a culpa pelos erros de seus assessorados...
10 de janeiro de 2011
Cecília
"No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.
E no planeta um jardim e no jardim um canteiro no canteiro uma violeta e sobre ela o dia inteiro entre
o planeta e o sem-fim
a asa de uma borboleta".
equilibra-se um planeta.
E no planeta um jardim e no jardim um canteiro no canteiro uma violeta e sobre ela o dia inteiro entre
o planeta e o sem-fim
a asa de uma borboleta".
22 de dezembro de 2010
BEM-VINDO 2011!
"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante, vai ser diferente."
(Carlos Drummond de Andrade)
(Carlos Drummond de Andrade)
13 de dezembro de 2010
10 de dezembro de 2010
Hoje é dia de Clarice
Meu amigo Geraldo sempre chega na sala com uma novidade. Informação ou questionamento, o fato é que ele sempre espera por um embate. Hoje apareceu me perguntando sobre partidos políticos.
- Você é filiada? Já pensou em se filiar? Gosta de algum partido em especial?...
E eu, tentando terminar um release chato, fazia um certo esforço para pensar sobre o assunto antes de responder. Não deu tempo. A boca foi mais rápida do que o cérebro. Disse: "não". E ele insistiu: - Mas uma pessoa inteligente como você! Nem do exterior? Não acredito! E eu: "Acho que você superestima minha inteligência". E foi tudo o que consegui responder, pensando em mim como uma fraude... afinal, não passo de uma pessoa normal, que tem curiosidade em conhecer sobre assuntos diversos e que, por isso, virou jornalista. E acabou numa assessoria de imprensa fazendo releases chatos... Como é que eu poderia conhecer partidos da Holanda, Itália, França... mal conheço a história dos nossos. Talvez, por isso, a falta de interesse em me filiar.
Tentei deixar o assunto no ar. Meio sem resposta. Pra outro dia.
E, que bom!, no meio dessa nossa discussãozinha, apareceu um assunto mais interessante. Pelo menos para mim: Hoje era dia de Clarice. A Lispector.
Aniversário de nascimento de uma das escritoras mais criativas que eu já li (e olha que, apesar de me considerar uma fraude, já li muita coisa!!). Ontem, dia 9, foi aniversário de morte dela. Porém, prefiro comemorar a vida! Como diz no blog dela: "Clarice respira em cada um de nós, à medida que nos faz sentir"...
E é o sentir o que mais me chama atenção nas obras dela. Como alguém pode descrever sentimentos tão profundamente? Às vezes, não consigo colocar no papel coisas tão simples, de um cotidiano por vezes tão inóspito. Faltam palavras. Criatividade... E aí vem ela, com coisas assim: 'Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro'. Ou então: 'Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida'. Por isso ela é Clarice. E eu... bom, deixa pra lá... rs. Ao meu alcance, apenas a possibilidade de ajudar a espalhar um pouquinho dela por quem por aqui passar. E agradecer ao Geraldo, por fazer eu respirar um pouco mais neste dia!
- Você é filiada? Já pensou em se filiar? Gosta de algum partido em especial?...
E eu, tentando terminar um release chato, fazia um certo esforço para pensar sobre o assunto antes de responder. Não deu tempo. A boca foi mais rápida do que o cérebro. Disse: "não". E ele insistiu: - Mas uma pessoa inteligente como você! Nem do exterior? Não acredito! E eu: "Acho que você superestima minha inteligência". E foi tudo o que consegui responder, pensando em mim como uma fraude... afinal, não passo de uma pessoa normal, que tem curiosidade em conhecer sobre assuntos diversos e que, por isso, virou jornalista. E acabou numa assessoria de imprensa fazendo releases chatos... Como é que eu poderia conhecer partidos da Holanda, Itália, França... mal conheço a história dos nossos. Talvez, por isso, a falta de interesse em me filiar.
Tentei deixar o assunto no ar. Meio sem resposta. Pra outro dia.
E, que bom!, no meio dessa nossa discussãozinha, apareceu um assunto mais interessante. Pelo menos para mim: Hoje era dia de Clarice. A Lispector.
Aniversário de nascimento de uma das escritoras mais criativas que eu já li (e olha que, apesar de me considerar uma fraude, já li muita coisa!!). Ontem, dia 9, foi aniversário de morte dela. Porém, prefiro comemorar a vida! Como diz no blog dela: "Clarice respira em cada um de nós, à medida que nos faz sentir"...
E é o sentir o que mais me chama atenção nas obras dela. Como alguém pode descrever sentimentos tão profundamente? Às vezes, não consigo colocar no papel coisas tão simples, de um cotidiano por vezes tão inóspito. Faltam palavras. Criatividade... E aí vem ela, com coisas assim: 'Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro'. Ou então: 'Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida'. Por isso ela é Clarice. E eu... bom, deixa pra lá... rs. Ao meu alcance, apenas a possibilidade de ajudar a espalhar um pouquinho dela por quem por aqui passar. E agradecer ao Geraldo, por fazer eu respirar um pouco mais neste dia!
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| Já que há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas |
19 de novembro de 2010
SOMOS TODOS NORDESTINOS
Não resisti, Elton... li, gostei e copiei pra cá!
"Em reação aos comentários anti-nordestinos que ficam enchendo o nosso saco no twitter, no e-mail, na mesa do bar, recebi um e-mail que sugeria que podemos todos nos proclamar nordestinos.
É muito fácil ser um nordestino, pois cada um de nós, está sempre a nordeste de algum ponto geográfico. Somos todos nordestinos de alguma forma.
Eu, por exemplo, nasci a nordeste da praia, estudei a nordeste do centro. Amei muitas vezes a nordeste da razão. Estou a nordeste de onde vivem meus pais"
"Em reação aos comentários anti-nordestinos que ficam enchendo o nosso saco no twitter, no e-mail, na mesa do bar, recebi um e-mail que sugeria que podemos todos nos proclamar nordestinos.
É muito fácil ser um nordestino, pois cada um de nós, está sempre a nordeste de algum ponto geográfico. Somos todos nordestinos de alguma forma.
Eu, por exemplo, nasci a nordeste da praia, estudei a nordeste do centro. Amei muitas vezes a nordeste da razão. Estou a nordeste de onde vivem meus pais"
15 de novembro de 2010
Em se Plantando...
Bom, a primeira sementinha foi lançada. Feriadão regado à política e cultura. Coisa de doido mesmo. Assim começamos nossa jornada rumo à fundação do IGECE (Instituto Gramsci de Estudos de Cultura e Educação). Falamos da República de Platão (obrigada dr. Olavo Câmara pela palestra!). Falamos sobre Gramsci e o porquê da escolha de seu nome para batizar o Instituto. Falamos de política, de educação, de cidadania. Falamos das nossas necessidades. Enriquecemos nossas mentes. Conhecemos gente nova e fortalecemos amizades distanciadas pela falta de tempo. Enfim, gastamos bem nosso tempo. E ainda deu para aproveitar a praia e o Sol que decidiu aparecer nesta segundona de feriado. Feriado da Proclamação da República. Nossa meta? Fazer com que esses momentos possam se tornar mais frequentes. Abrir as portas para aqueles que desejam um pouco mais da vida. Compartilhar conhecimento. Somar forças. E quando for hora da colheita, dividir os frutos com toda a cidade. Nossa cidade. Nossa República.
Obrigada a todos!
Obrigada a todos!
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